Os “prefeitáveis” de Campo Grande estão usando a internet para buscar os votos dos eleitores. Dentro do que permite a lei, três dos cinco candidatos já colocaram suas páginas on-line. A equipe do candidato à reeleição Nelson Trad Filho (PMDB) foi a mais ousada, colocando no ar uma área de download de ringtones e papéis de parede.
O site de Trad contém cinco opções de ringtones - toques para celular, que podem ser copiados no formato MP3 para o computador – e 15 papéis de parede, além de espaços onde serão disponibilizados os programas eleitorais gratuitos do rádio e da televisão, quando começar a propaganda naqueles meios. A página conta também com informações mais comuns a sites de campanha como perfil do concorrente, notícias e agenda de campanha.
A candidata Iara Martins (PMN) também já conta com um site da campanha. No caso dela, trata-se de uma página mais simples, com metas de campanha, lista de candidatos a vereador do partido, agenda e a possibilidade de escutar o jingle de campanha. A prestação parcial de contas revela que dos R$ 190 que desembolsou no período de 1 mês e 7 dias de campanha, R$ 150 foram para a criação e inclusão da página na internet.
Ontem, o site de Henrique Martini (PSOL) foi colocado no ar. A página - revela a coordenadora da campanha Maria Rosa Jesus do Nascimento - foi feita por um candidato a vereador do partido. No endereço eletrônico é possível ver o currículo do candidato, álbum de fotos, agenda de campanha e encontrar atalhos para os sites dos candidatos a vereador.
Os outros dois candidatos, Pedro Teruel (PT) e Suél Ferranti (PSTU), ainda não têm site de campanha. Apontado como principal adversário de Trad, Teruel conta com um endereço disponível, mas ainda sem conteúdo. Segundo a assessoria de imprensa do candidato, o site está sendo elaborado e não tem data para ser colocado no ar.
Fora da rede - Suél Ferranti também pretendia lançar um site da campanha, mas um imprevisto tornou a possibilidade um pouco mais distante. Segundo ele, o militante que faria a página na internet foi demitido do trabalho e teve que se mudar de Campo Grande. Suél afirma que o partido não tem dinheiro para custear a construção e manutenção de um site e que precisa da doação do serviço.
O concorrente do PSTU afirma que a campanha foi prejudicada pela demissão de seis militantes do partido. Todos trabalhavam na iniciativa privada, mas foram demitidos dos empregos quando começou o processo eleitoral e os patrões “descobriram” que eles eram militantes daquele partido, garante Suél.
Na internet é liberado o site oficial, mas estão proibidos os usos de blogs por candidatos, de perfil e comunidades no Orkut (página de relacionamento), inclusive comunidades criadas por simpatizantes dos candidatos, e a publicidade por meio de spam.
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